domingo




Essa sensação de aneurisma, de vaziez do tempo, de pus, de vertigem, de câncer no pulmão. Esse gosto de choro, de cigarro, de bosta, de saudade na boca. Essa vontade de ver o mar, de implorar salvação, de mandar deus tomar no cu, de enlouquecer. Essa overdose de urgência, de falta, de abandono, de vida. Esse furúnculo, esse vômito, esse hoje cheio de ontem, essa lama, esse caos. Esse momento, esse agora. Esse hoje.

Um comentário:

Mandi disse...

Fantástico. Talvez um dos textos que mais me identifiquei até hoje. Até esse hoje.